quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A culpa é das estrelas

Título original: The fault in our star
Autor: John Green
Nº de páginas: 253
Preço: 15,90€
Editora: Asa

"Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente reescrita.
Perspicaz, arrojado, irreverente e cru, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado."

domingo, 4 de outubro de 2015

Crónicas de uma leitora #2


O ano de 2015 foi o primeiro ano em que participei no Reading Challenge do Goodreads. É com grande orgulho que anuncio que consegui completar o desafio três meses antes do fim! Três meses! É um marco importante que vou guardar para sempre na minha vida de leitora. Para o ano vai haver mais um, com certeza com um objetivo superior daquele que me propus este ano. Tem sido um ano de leituras espetaculares e consegui reunir uns quantos livros que de certeza me vão ficar na memória pelos melhores motivos. Agora é não deixar quebrar o ritmo, continuar a ler e a escrever neste blog, pelo qual tenho tanto carinho.

Ai Margarida, Álvaro de Campos


Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
— Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.

Mas, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que diria tua mãe?
— (Ela conhece-me a fundo.)
Que há muito parvo no mundo,
E que eras parvo também.

E, Margarida,
Se eu te desse a minha vida
No sentido de morrer?
— Eu iria ao teu enterro,
Mas achava que era um erro
Querer amar sem viver.

Mas, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
— Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia.